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Single instrumental de Nando Valle, 2:24, lançado em 11 de setembro de 2026. Esta página traz a ficha medida, a quem a peça é dedicada e a verificação de originalidade.
A regra desta casa é a de sempre: a faixa sai com o método junto. Aqui o método precisou responder a uma pergunta a mais, e a pergunta veio do título.
Também na Apple Music. Piano e orquestra, sem guitarra e sem voz: é a peça mais quieta do catálogo, e a única que não tem nada de barroco.
Os números abaixo saem do arquivo distribuído, medidos em 11 de setembro de 2026
com ffmpeg 8.1.2, filtro loudnorm (EBU R128):
| Grandeza | Medido | Referência |
|---|---|---|
| Duração | 144,000 s | 2:24 exatos |
| Formato | PCM 16 bits | 48 kHz, estéreo |
| Loudness integrado | −13,91 LUFS | alvo do Spotify: −14 |
| True peak | −3,55 dBFS | folga de pico confortável |
| Faixa de loudness (LRA) | 6,60 LU | dinâmica de trilha, não de rock |
Correção registrada: a ficha interna de 25/07/2026 anotava LRA 6,8. A medição de hoje devolve 6,60. Os outros dois valores conferem com a anotação original (−13,9 e −3,5). Vale o número medido, e fica dito que houve divergência.
Soma de verificação do arquivo medido,
md5 = e4704e40d9831b52ddc9190ffb3ba75b. É o mesmo arquivo que foi
entregue à distribuidora: entre o que foi medido aqui e o que está nas plataformas
não houve etapa de mixagem nem de masterização.
A peça foi feita em homenagem à irmã do artista. É a única informação que esta página dá sobre isso, e é de propósito: o resto não é assunto público. Fica registrado porque explica o que a faixa é, e porque um catálogo que publica método também pode dizer, uma vez, para quem uma peça foi escrita.
A peça ia se chamar The Force. Não chegou ao ar com esse nome, e o motivo não tem nada a ver com música: The Force é marca registrada de terceiro em entretenimento. Lançar uma composição própria com o único nome capaz de atrair discussão de marca é pagar caro por uma palavra.
Trocado o título, sobrou uma pergunta que um site que promete método não pode deixar em aberto: o nome provisório apontava para um repertório conhecido. A música aponta também? É essa pergunta, e só ela, que a medição abaixo responde.
O título era questão de marca. A melodia era questão de medida. São problemas diferentes, e foram tratados como dois.
The Unbroken, o que não se rompe, diz o que a peça sustenta do começo ao fim, e diz a quem ela é dedicada. Mantém a cadência de "The ___" que motivou o nome antigo e não deve nada a ninguém. A variante que continha a marca no meio do título foi descartada de propósito: inserir palavras não descaracteriza marca, porque o teste é confusão, não igualdade literal.
Nenhuma das três verificações foi feita de ouvido, e as duas primeiras usam como
referência gravações do acervo do próprio artista mais controles
eruditos e de trilha, para que houvesse com que comparar o resultado. Ambiente:
basic-pitch 0.4.0 e librosa 1.0.0.
Transcrição automática, extração da linha superior por skyline, conversão para sequência de intervalos (o que torna a comparação imune a transposição) e busca da maior subsequência contígua idêntica. É o método que pega o caso clássico: dois compassos iguais no meio de uma peça diferente.
Similaridade de cosseno entre perfis de classe de altura, janela de 6 s. Aqui está a parte que vale mais do que o resultado: sem corrigir a tonalidade, as referências pareciam vencer com folga (86,2% dos quadros). Corrigida a tonalidade, a vantagem caiu para +0,005 e 55,9% dos quadros, que é cara ou coroa. Transposta para a tonalidade certa, a Quinta de Beethoven pontua 0,824, dentro da mesma faixa das referências. Toda a semelhança aparente era mi menor.
Este é o tipo de achado que só aparece quando se mede o controle junto. A primeira versão do número parecia forte e estava errada.
O único dos três que não depende de cálculo nosso: roda o áudio real contra a base dos titulares reais. Vídeo não listado, áudio verificado antes do envio (correlação de 0,999964 com o master, para garantir que a codificação não alterou a impressão digital).
| Instrumento | Resultado | Leitura |
|---|---|---|
| N-gramas de intervalos | maior trecho idêntico: 5 intervalos (6 notas) | figura oscilante entre duas notas, material genérico de acompanhamento |
| Croma, sem invariância | referências vencem em 86,2% dos quadros | enganoso: o confundidor é a tonalidade |
| Croma, com invariância | vantagem média +0,005, 55,9% dos quadros | indistinguível de azar |
| Content ID | 1 reivindicação, e é a própria distribuição | varredura comprovadamente executada; zero titular de terceiro |
O resultado do Content ID merece uma linha a mais, porque é contraintuitivo: um vídeo sem nenhuma reivindicação seria um resultado pior. Resultado em branco é ambíguo, pode significar apenas que a varredura ainda não rodou. Aqui apareceu exatamente uma reivindicação, emitida pela cadeia de distribuição do próprio artista, cobrindo 0:00 a 2:24, a faixa inteira. Isso prova que o sistema comparou o áudio completo contra a base. Reivindicações sobrepostas de titulares diferentes são rotina no Content ID: se algum segmento tivesse casado com ativo de terceiro, entraria como segunda linha na mesma tela. Não entrou nenhuma.
Vai ao ar o material que é da própria faixa:
E aqui vem a ressalva que uma página de método tem obrigação de dar, mesmo quando ela é desconfortável. Três coisas foram deixadas de fora de propósito, e cada uma custa reprodutibilidade:
Consequência honesta das três: esta página não é reprodutível de ponta a ponta por um terceiro. É auditável no que publica, o MIDI da faixa e a regra descrita acima, e não no resto. Quem tiver interesse legítimo em conferir a comparação inteira pode pedir o pacote completo pelo contato do site.
Um laudo que não declara os próprios limites não é laudo, é propaganda. Estes são os desta medição, e o terceiro é o mais importante:
LACUNA: não foi confirmado que alguma delas contenha especificamente
a peça que o título antigo evocava. Se o material de partida fosse esse e nenhuma
referência o contivesse, esses dois testes não o veriam. É precisamente por isso
que o Content ID foi rodado: ele não depende das nossas referências.Somando: o áudio não sustenta obra derivada, por três caminhos diferentes, e nenhum dos três é prova de originalidade absoluta. É o que a medição dá. O resto seria afirmação sem medida, que é justamente o que esta casa não publica.
O trítono em Insane Baroque Blaze: o laudo com detector aberto →
Insane Baroque Blaze: página da faixa →
Nando Valle: página do artista →